Posts parajulho 16th, 2010

  • [Crítica] Almas à Venda

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    A megalomania e a esquizofrenia que assolam Hollywood acabam de fazer mais uma vítima: Paul Giamatti. Sujeito de bons filmes no currículo, ele topou viver ele mesmo, neste filme em que mais vale a insanidade do que um bom roteiro.

    Paul está em crise consigo mesmo e não consegue mais separar seu próximo personagem teatral de si mesmo. Numa tentativa desesperada de livrar-se dos problemas, resolve extrair sua alma e guardá-la num depósito de almas.

    Depois de nada de interessante acontecer, começa então um tal de emprestar alma para cá, alugar alma para lá, um dar, vender e trocar sem pé, cabeça e muito menos fim. Um claro investimento em bizarrice e surrealismo, que não chega aos pés da genialidade de Quero Ser John Malkovich.

    A confusão não se limita à história e aos quesitos técnicos. Ela se estende ao espectador – pelo menos a mim –, que por muitas vezes não saberá se a atuação é séria, quando o ator é o ator ou quando ele é o personagem. Por outro lado, isso pode ser considerado um mérito do Paul Giamatti, que mesmo não sendo genial, entrega uma ótima interpretação.

    A metalinguagem vem por meio de referências a outros artistas e pela exibição de algumas cenas de outros filmes de Giamatti. À parte alguns poucos momentos engraçados, o resto é filosofia barata sobre almas, citações a Tchékov, muitos surtos, furos de roteiro e argumento mal desenvolvido.

    Depois de determinado momento, a problemática em torno da peça que o ator ensaiava é esquecida e nunca mais toca-se no assunto. Fora os personagens, que vão sendo deixados pelo caminho, sem que haja algo que os amarre ou cenas que lhes dêem alguma resolução.

    Completamente insano e perdido, Almas à Venda almeja ser fundo como um panelaço, mas não tem mais que a profundidade de um pires.

    Depois, Giamatti (o personagem) ainda se arrisca a perguntar à sua esposa: “e se eu fosse um outro eu, no mesmo corpo, ainda assim você me amaria?”. Como ele, depois que “emprestou” a alma de outro, continuou agindo da mesma forma neurótica de antes, ela, obviamente, não entende nada. Nem eu.

    Por Fred Burle
    Fotos: Divulgação
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  • [Crítica] Encontro Explosivo

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    Unir dois atores bonitos em cena numa historinha manjada de espionagem nem sempre dá certo. O caso recente mais bem sucedido é Sr & Sra Smith, que virou clássico graças ao affair – que resultaria em um casamento com muitos filhos – entre Brad Pitt e Angelina Jolie. Tentaram fazer o mesmo com Julia Roberts e Clive Owen em Duplicidade, mas não rolou. E agora a história se repete com Tom Cruise & Cameron Diaz em Encontro Explosivo (Knight and Day).

    O filme, que naufragou nas bilheterias americanas, aposta no carisma da dupla protagonista para fazer uma boa carreira internacional. Este, aliás é o motivo dos atores estarem participando de pré-estreias mundo afora, inclusive no Brasil.
    Repetindo a dobradinha de Vanilla Sky (2001), Cruise & Diaz mostram química na tela em uma trama que diverte sem compromisso algum em ter um roteiro afiado ou bons diálogos. Tom Cruise é o agente secreto Roy Muller, enviado numa missão que na realidade não teria como cumprir, e Cameron Diaz é June, uma mulher que, de uma hora para outra, se vê entre o agente e aqueles que ele alega lhe terem preparado uma cilada.

    Os dois se aventuram pelo mundo, em meio a um emaranhado de traições, fugas arriscadas e identidades falsas, e acabam se dando conta de que podem contar apenas um com o outro.

    O filme, dirigido por James Mangold (Johnny e June), é entretenimento sem rodeios, sem explicações, sem tramas embaraçosas ou com reviravoltas. Os mais exigentes vão odiar, mas quem entrar no cinema disposto a embarcar na história despretensiosa, certamente vai curtir.

    Vale lembrar que Tom Cruise repete o papel de mocinho de filmes de aventura que lhe cai tão bem na franquia Missão Impossível. E Cameron Diaz mais uma vez interpreta a bela mulher atrapalhada, papel que também lhe cai como uma luva. Ou seja, nada de novo para os atores ou para o público. Encontro Explosivo é apenas mais uma ‘comédia de ação com belos atores’, mas que, ok, diverte e não faz mal a ninguém.

    Por Janaína Pereira
    Fotos: Divulgação
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  • Novo promo de True Blood “Waiting Sucks” mostra Jason

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    Se você gosta do Eric Northman Eric (Alexander Skarsgård) ou é um fã do vampiro Bill Compton (Stephen Moyer), você tem que desistir de Jason Stackhouse (Ryan Kwanten) – com tanta riqueza de seres sobrenaturais totalmente sexys em True Blood , não é tarefa fácil que o mortal Jason continue a ser um dos personagens mais interessantes na série.

    Felizmente, as pessoas encarregadas de “True Blood” gostam bastante de Jason, o irmão de Sookie (Anna Paquin) e o assassino relutante de ovos (Mehcad Brooks). No último teaser “Waiting Sucks”, os fãs foram brindados com o primeiro vislumbre da próxima temporada, terceiro para o irmão estúpido Stackhouse – um futuro que contém pelo menos um rolo no feno e abundância de perigo para vir .

    Batemos o pé em “Jason’s secret True Blood scene”!

    O mais recente “Waiting Sucks teaser” é o nosso primeiro olhar sobre Jason Stackhouse, e mostra também seu novo amor Crystal (Lindsay Pulsipher). Como descrito anteriormente, Jason e Crystal certamente têm “uma conexão elétrica”, como podemos ver a sua paixão pela traquinagem do pântano -, mas um barulho na mata pede que Crystal interrompa o momento romântico.

    “Isso não pode acontecer”, ela grita. “É muito perigoso.”

    Confuso como sempre, Jason responde: “Perigoso por quê?”

    O que você acha que vai acontecer aqui, fãs de “True Blood”? Jason está no bom caminho para uma outra viagem para a cidade de desgosto, ou ele vai encontrar finalmente uma sensação de felicidade e normalidade nos braços de cristal?

    Por Luciana Rodrigues
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  • Episódio da série “South Park” é censurado

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    A série de animação “South Park” eliminou as palavras do profeta Maomé de seu episódio de quarta-feira na TV norte-americana e inseriu na apresentação a palavra “CENSURADO”, depois de ter recebido uma dura advertência de um grupo muçulmano dos Estados Unidos.

    O programa irreverente do canal Comedy Central também substituiu uma imagem controversa vista na semana passada do profeta Maomé em uma fantasia de urso por uma de papai Noel usando o mesmo traje.

    Não ficou imediatamente claro se a decisão foi uma tentativa de agir com cuidado depois da advertência contra os criadores de “South Park” ou se eles estavam fazendo piada com a confusão.

    O pouco conhecido grupo RevolutionMuslim.com colocou no começo da semana uma mensagem em seu site na Internet alertando os criadores Matt Stone e Trey Parker “que o que eles estão fazendo é estúpido e eles vão provavelmente terminar como Theo Van Gogh por levar esse programa ao ar”.

    O site colocou uma foto chocante de Van Gogh, cineasta holandês morto em 2004 por um militante islâmico por causa de um filme que ele havia feito, o qual acusava o Islã de fechar os olhos para a violência contra as mulheres. Também postou um link para um artigo de imprensa com detalhes de uma mansão no colorado, aparentemente de propriedade de Parker e Stone.

    A maioria dos muçulmanos considera qualquer representação de Maomé, fundador do islamismo, como ofensiva. A advertência do website surgiu depois do primeiro de um total de dois episódios de “South Park”, exibido uma semana atrás, no qual Maomé é apresentado numa fantasia de urso.

    “South Park” costuma fazer críticas mordazes a políticos, celebridades e a mídia. No episódio de quarta-feira, Jesus Cristo foi mostrado assistindo a pornografia e Buda, aspirando cocaína. O líder do grupo Revolution Muslim, Younus, Abdullah Muhammad, de 30 anos, defendeu a mensagem colocada por seu grupo na Internet. “De que modo isso é uma ameaça?”, disse ele à Reuters na manhã desta quarta-feira. “Mostrar um estudo de caso do que aconteceu com outro indivíduo que agiu de modo semelhante? É apenas uma evidência.”

    Segundo autoridades dos EUA, o governo federal raramente processa pessoas por ameaças. A Primeira Emenda da Constituição do país dá ampla proteção à livre expressão e o que constitui uma ameaça é constantemente sujeito a interpretações.

    (Reportagem adicional de Louis Charbonneau)

    Foto: Divulgação
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