Postado em 5 de novembro, 2010 | Por Luruk

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[CRÍTICA] Jogos Mortais – O Final

Sinopse: Depois de sobreviver a uma das armadilhas de Jigsaw, Bobby escreveu um livro de auto-ajuda sobre a experiência. Jill, viúva do assassino, está fugindo de Hoffman e decide entregá-lo à polícia em troca de proteção.

Há sete anos uma dupla de jovens realizadores trouxe uma produção de suspense psicológico instigante com Jogos Mortais. Depois do primeiro filmes, segui-se uma série de sequências anuais com o compromisso de manter uma grande reviravolta no final de cada episódio.

Após tanta mexida na trama, Jogos Mortais – O Final (Saw 3D) mostra sinais de uma franquia exaurida. Os dois primeiros filmes conseguem segurar-se, mas a série apelou para a sanguinolência muitas vezes gratuita a partir de Jogos Mortais 3. Daí em diante foi só ladeira abaixo.

No quinto longa, fica tão difícil continuar surpreendente que os roteiros começam a remendar o começo da saga e a trazer novos fatos aos primeiros filmes. O que foi planejado para fazer o espectador ficar de queixo caído torna-se irritante. É preciso um limite de quanto se adultera certas coisas.

Um exemplo ilustrativo: até o quarto filme, sabemos que Jigsaw começou seus assassinatos sozinho e só conseguiu uma parceira no crime a partir de Jogos Mortais 2. Eis que chega o quinto capítulo da saga e diz que, na verdade, John Kramer sempre teve a assistência de Hoffman. Este, por sua vez, assumiu o legado de seu mentor. Um pouco tarde demais para mudar algo tão primordial.

Os fãs da franquia certamente irão conferir como é o final (espera-se) da história. O problema é que, depois de tantos anos sendo enganado (no bom sentido) pelas mesmas artimanhas, fica mais fácil perceber onde estão as maracutaias do roteiro. Com isso, a grande surpresa final fica bem fraca, pois muitos espectadores já sabem onde a narrativa irá se apoiar para tentar o novo golpe dramatúrgico.

Uma novidade inegável na série é o fato de que Jogos Mortais – O Final é o primeiro filme de Jigsaw com projeção 3D. Os efeitos não são diferentes do que já se viu em outros terrores que exploram essa pirotecnia. É como se, no último filme, a produção usasse uma roupa nova por se tratar de uma ocasião especial.

Crítica por: Edu Fernandes (CineDude)


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Sobre o Autor

Criadora do Espalha Fato. Viciada em séries como The Good Wife e Will and Grace, além de milhares atuais. Fã dos anos 80, suas músicas e clássicos do cinema. Fotografa, blogueira e desenhista por paixão. Web Design por formação.



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