Gente, são duas horas e meia de filme que passam voando! Você nem sente que o tempo passou e quando o filme acaba você quer continuar assistindo a vida do cavalo Joey e o seu dono Albert (Jeremy Irvine). O filme trata exatamente sobre amizade, seja ela entre o cavalo e seu dono, o dono e seu melhor amigo e até mesmo o cavalo e um outro cavalo que passam por poucas e boas juntos. Amizade sincera, honesta e sem interesses é a forma mais bonita de amor e o filme mostra cada detalhe dessa história. Tudo isso é mostrando pela visão do diretor e mestre Steven Spielberg que está concorrendo ao Oscar 2012 em quatro categorias incluindo Melhor Filme.
Um belo dia nasce um cavalinho que assim que cresce é posto a leilão pelo seu dono que não tinha condições de sustentá-lo. Um rapaz chamado Albert se apaixona pelo cavalo e mesmo sem condições seu pai decide pagar um dinheirão pelo animal, que foi chamado de Joey. Por ser um cavalo ainda novo, não era treinado e não servia para arar o campo e o pai deAlbert não consegue pagar o preço todo pelo animal.
Mas Albert decide treiná-lo e com muita dedicação e amizade Joey surpreendentemente consegue arar todo o campo rochoso de sua fazenda. Porém, com a chegada da guerra o pai de Albert se vê obrigado a vender o cavalo para sobreviver e então começa a jornada de Joey pela guerra, encontrando pessoas boas e outros totalmente sem coração! Mas Albert não perde as esperanças de reencontrar seu grande amigo!
Particularmente eu não gosto muito de filmes de guerra, mas esse filme é completamente diferente de todos que eu já assisti, é lindo, simples e cheio de mensagens boas! Assista você vai se emocionar com esse cavalinho milagroso!
Bom, eu vou explicar por que o filme “Precisamos Falar Sobre o Kevin” (We Need to Talk About Kevin, 2011), pra mim foi tempo perdido. O filme é chato, lento de mais, tem cenas enormes sem nenhum significado, tem MUITAS pausas dramáticas onde os atores ficam imóveis e você acha que o filme travou. Enfim, o filme é uma adaptação do livro homônimo de Lionel Shriver.
Não li o livro mais acredito que seja mil vezes melhor que o filme, a história é boa, já é um pouco batida na verdade, mas a forma como eles abordaram mostrando deste o nascimento de Kevin, que ele tinha realmente problemas, apesar de não explicarem quais cientificamente falando eram eles.
A protagonista e mãe de Kevim, Eva (Tilda Swinton, que fez o anjo Gabriel em Constantine) sofre desde o nascimento de seu filho que trava uma batalha com a mãe desde cedo, desde pirraças a agressões físicas. A relação é assustadora, mas a interpretação de Tilda deixa muito a desejar ou então ela estava interpretando uma mulher sofrida que não demonstra um pingo de seus sentimentos. O revoltado Kevin quando ainda pequeno realmente dá um show e passa pra gente o que realmente é um menino pestinha e mal criado. Já o revoltado Kevin adolescente é aquela coisa, né? Dá pra deixar passar, mas sem muita ênfase.
Como eu falei o filme é chato, mas você assiste até o final pra saber como aquela mãe sofrida, ficou dão devastada e o que o revoltado Kevin aprontou para ter ido parar na cadeia e quando o final chega você fica com aquela sensação de “por que diabos não mostraram a cena direito”? O filme nem empolga pra ver os atores gatos, nas cenas em que eles ficam calados e parados, por que eles são horríveis. Pra quem gosta desse tipo de filme de arte, assista, eu de fato não gostei.
Conforme o prometido, vou contar exatamente o que eu achei sobre o filme “O Artista” que vem ganhando praticamente todos os prêmios que tem sido indicado. O longa não se trata de um filme convencional para a nossa época, retratado na década de 20 mostra o auge do cinema mudo e a decadência de um ator, quando o cinema passa a ter som. Todo em preto e branco e praticamente todo mudo, o ator principal só pronuncia uma única frase “Com prazer”.
Mas o filme não se trata só sobre a carreira do aclamado ator Geroge Valentim (Jean Dujardin) o filme fala sobre o amor, sobre admiração e a cima de tudo o respeito entre um homem e uma mulher. Peppy Miller (Bérénice Bejo) era uma mulher simples que sem quis ser atriz, até que esbarra sem querer com o grande astro do cinema e vira capa de jornais. E a partir dai sua carreira começa a decolar, jovem e dotada de talento logo ela vira a queridinha da América, enquanto seu querido amigo Valentim desmorona. Tudo parece acontecer de uma vez, a chegada do cinema falado, a busca por atores mais jovens, a quebra da bolsa de Nova York em 1929 e o fracasso de seu último filme. Então, George Valentim declara falência.
A grande lição do filme é mostrar que toda ação tem sua reação, e a partir do momento que ele ajudou aquela pobre mulher cheia de sonhos, ele ganhou para sempre um anjo da guarda. E daqui por diante eu não vou contar o final, né? Quero que vocês assistam por que com 10 indicações ao Oscar 2012, “O Artista” com certeza vai se destacar. E quero deixar bem claro que é um filme de Oscar, não espere ação e sangue, espere uma linda história contada da forma mais antiga e admirável possível.
Considerações finais: John Goodman faz uma interpretação incrível como o chefão dos estúdios Kinograph Motion Picture Company, onde os atores principais trabalham.
E quando vocês assistirem o filme reparem logo no início do filme na chegada de Peppy Miller ao Kinograph, ela vai interagir com um velhinho que faz pouco caso dela, por ela não ser famosa. Sabem quem é ele? O ator Malcolm McDowell, que fez “Laranja Mecânica” e “Calígula” bem envelhecido, é só uma pontinha que ele faz.
Sinopse: Em uma noite de outono, em 2003, graduado em Harvard e gênio em programação de computadores, Mark Zuckerberg se senta em seu computador e acaloradamente começa a trabalhar em uma nova idéia. No furor dos blogs e programação, o que começa em seu quarto logo se torna uma rede social global e uma revolução na comunicação. Em apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Mark Zuckerberg é o mais jovem bilionário da história… Mas para este empresário, o sucesso traz complicações pessoais e legais.
Crítica: “A Rede Social” foi o primeiro filme que assisti desta lista de indicados e terminei o filme pensando “por que ainda não estou rica?”, brincadeiras a parte o filme conta a história do criador do Facebook de uma forma fantástica que deixa você querendo saber mais, ver mais e conhecer mais sobre Mark Zuckerberg. O ator que o interpreta (Jesse Eisenberg) da um show no filme, peitando grandões com sua genialidade e foras fenomenais. Torci por esse filme em todas as premiações em que concorreu anteriormente, saindo vitorioso no Los Angeles Film Critics (LAFC), o New York Film Critics Online (NYFCO) e o Boston Film Critics (BFC). “A Rede Social” não é um filme dos parâmetros do Oscar e infelizmente não deverá receber a estatueta nesta categoria, porém David Fincher concorre a “Melhor Diretor” e Jesse Eisenberg “Melhor Ator”, além das categorias “Melhor roteiro adaptado”, “Melhor fotografia” , “Melhor Edição”, “Melhor trilha sonora original” e “Melhor mixagem de som” Super recomendo!
Trailer:
O Discurso do Rei (The King’s Speech)
Sinopse: História do Rei George VI, pai da atual rainha da Inglaterra, Elizabeth II. Após ver seu irmão Edward (Guy Pearce) abdicar o trono inglês, o jovem George (Colin Firth) se vê obrigado a assumir relutantemente a coroa. Dono de uma incontrolável gagueira que o impede de discursar para o público, o rei busca a ajuda do terapeuta nada ortodoxo Lionel Logue (Geoffrey Rush). Em meio a tudo isso, precisa juntar forças para comandar o país na Segunda Guerra Mundial.
Crítica: O que falar sobre o favorito do Oscar? Sem dúvidas “O Discurso do Rei” merece levar esta estatueta pra casa! O longa é realmente um filme de Oscar, leve, suave, por vezes engraçado e que mostra de uma forma branda as dificuldades que um Rei gago passa vendo seu país entrar na Segunda Guerra Mundial. Colin Firth está impecável, assim como levou o Globo de Ouro deverá levar o Oscar de Melhor Ator. Sua interpretação e cuidados em gaguejar além de demonstrar a realeza são dignas de aplausos. Com 12 indicações ao Oscar eu super recomendo! Assistam antes da premiação e torçam por este filme também!
Trailer:
Cisne Negro (Black Swan)
Sinopse: “Cisne Negro” é um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis. Dirigido por Darren Aronofsky (O Lutador, Fonte da Vida), Cisne Negro faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.
Crítica: “Cisne Negro” é o tipo de filme que ou você ama ou você odeia! Eu achei monótono e acredito que quem assistiu ao filme sem ler a sinopse, deve ter achado confuso. As alucinações e a forma como Natalie Portman interpretou Nina para ir do Cisne Branco (o bom e ingênuo que ela era) até o Cisne Negro (devasso e louco) mexem um pouco com a cabeça do espectador. O filme teve um super lançamento para na verdade tentar superar a desilusão do que prometia. Foi indicado em todas as premiações na categoria “Melhor Filme” sem levar nenhuma delas, apenas Portman faturou o prêmio de “Melhor Atriz”. Por isso eu digo, assista e crie sua própria opinião por que depende muito do gosto de cada um.
Trailer:
O Vencedor (The Fighter)
Sinopse: Dicky Ecklund (Christian Bale) é uma lenda do boxe que desperdiçou o seu talento e a sua grande chance. Agora, o seu meio-irmão Micky Ward (Mark Wahlberg) tentará se tornar uma nova esperança de campeão e superar as conquistas de Dicky. Treinado pela família e sem obter sucesso em suas lutas, Micky terá que escolher entre seus familiares e a vontade de ser um verdadeiro campeão. “O Vencedor” é inspirado em uma emocionante história real onde a maior luta de nossas vidas é a conquista dos nossos próprios sonhos.
Crítica: Assisti “O Vencedor” e todas as minhas expectativas foram por água a baixo. É um filme monótono e uma coisa já era certa Christian Bale rouba o filme inteirinho pra ele, apesar de coadjuvante. Mark Wahlberg, que interpreta o protagonista boxeador Micky Ward, passa totalmente despercebido como na maioria de seus filmes. Se não fosse por Bale certamente este filme não teria sido indicado em nenhuma das premiações. Bale interpreta o meio-irmão de Micky que tem sérios problemas com drogas, mas que faz de tudo para ajudar seu irmão a ser um campeão, mesmo com suas trapalhadas. A amizade entre os dois é contagiante, apesar das falhas de ambos. Mark Wahlberg atua tão mal que nem foi indicado a “Melhor Ator”, já Christian Bale concorre na categoria “Melhor ator coadjuvante”. “O Vencedor” é um filme que você só assiste uma vez para ter uma opinião sobre ele e depois esquece. Recomendo, porém nestas condições!
Trailer:
A Origem (Inception)
Sinopse: Dom Cobb (DiCaprio) é um ladrão habilidoso, o melhor de sua geração, que extrai segredos valiosos das profundezas do inconsciente durante o sono com sonhos, quando a mente está mais vulnerável. Sua rara habilidade o tornou peça fundamental no traiçoeiro mundo da espionagem industrial, mas também o tornou um fugitivo internacional e o fez perder tudo o que mais amava. Pela primeira vez, Cobb tem sua chance de se redimir, em um último trabalho que pode dar-lhe sua vida de volta se ele conseguir o impossível: ao invés de roubar informações da mente, ele terá de criar novas. Cobb e sua equipe terão de plantar um pensamento. Se eles conseguirem, será o crime perfeito.
Crítica: Os nerds e os amantes de ficção-científica com certeza amaram “A Origem”, um filme totalmente diferente de tudo que já foi apresentado nas telonas, que possui uma fotografia maravilhosa e um roteiro magnífico! É aquele tipo de filme que você assiste, presta bastante atenção e termina se perguntando “será que é possível?” Filmes de ficção normalmente não são indicados ao Oscar, mas pela inovação de novas artes da área recebeu essa merecidíssima indicação. Assista e depois assista de novo, você vai viciar! Super Recomendo!
Trailer:
Toy Story 3
Sinopse: “Toy Story 3″ traz Woody (dublado por Tom Hanks), Buzz (dublado por Tim Allen) e toda a turma de volta às telonas quando Andy se prepara para ir para a faculdade e seus leais brinquedos vão parar numa… creche! Mas esses bravos baixinhos com seus dedinhos pegajosos não estão para brincadeira, então, serão todos por um e um por todos, enquanto implementam seu plano da grande fuga. Embarcam com eles nesta aventura, muitos rostos novos — alguns de plástico, outros de pelúcia, incluindo o famoso solteiro e festeiro acompanhante da Barbie, Ken (dublado por Michael Keaton); o ator e ouriço de jardineira, Espeto (dublado por Timothy Dalton); e um ursinho de pelúcia rosa com cheiro de morango, chamado Lotso Ursinho Fofo (dublado por Ned Beatty).
Crítica: “Toy Store 3″ não é de forma alguma um filme de Oscar, não para ser indicado em “Melhor Filme”, mas os produtores fizeram uma campanha tão árdua que cavaram essa oportunidade descabida. Filmes de animação já possuem sua categoria própria e jamais tirarão o prêmio de um filme real e com uma boa história que nos faz chorar. Porém sobre a animação que mostra o menino Andy já adolescente e se livrando de seus brinquedos da infância e dai nasce toda a história, que não diferencia em nada dos dois primeiros filmes. Em 2010 saíram animações bem melhores como “Meu Malvado Favorito” que se fosse pra escolher uma animação para o Oscar seria meu indicado! Recomendo para seus filhos menores de 10 anos.
Trailer:
Bravura Indômita (True Grit)
Sinopse: O filme acompanha o bêbado, grosseiro e totalmente destemido comissário Rooster Cogburn. O rabugento Rooster é contratado por uma decidida garota para encontrar o homem que matou seu pai e fugiu com as economias da família. Quando a nova patroa de Cogburn insiste em acompanhá-lo na empreitada, voam faíscas. Mas a situação vai de problemática a desastrosa quando o inexperiente, mas entusiasmado, Texas Ranger entra na festa.
Crítica: “Bravura Indômita” é um filme de faroeste dos famosos irmãos Coen, os queridinhos das premiações americanas. Concordamos que, em filmes do tema eles realmente sempre acertam a receita fazendo um filmaço! Mas, e quem não gosta de filmes de faroeste? Terá que assistir da mesma forma se quiser apostar em algum bolão do Oscar! Apesar da ambientação o foco da história não gira em torno de bang-bang e mostra o amadurecimento e a coragem de uma garotinha que esta determinada a encontrar seu grande herói, seu pai. Jeff Bridges e a menina Hailee Seinfeld formaram uma dupla e tanto neste longa, uma amizade que normalmente cativa os jurados do Oscar. Concorrendo em dez categorias “Bravura Indômita” é o grande concorrente do “Discurso do Rei” segundo a crítica americana. Recomendo!
Trailer:
Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right)
Sinopse: As lésbicas Nic (Anette Benning) e Jules (Julianne Moore) têm um casamento estável, mas a relação é virada de cabeça para baixo quando seus filhos, Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson), resolvem trazer Paul (Mark Ruffalo), o pai, doador de esperma, de volta para suas vidas. As coisas, evidentemente, ficam cada vez mais complicada quando Jules se envolve-se com Paul.
Crítica: “Minhas Mães e Meu Pai” é um filme que tem cenas fortes e chega a ser pesado, principalmente para pais de homossexuais (se você for, não tente visualizar as cenas com seus filhos #fikaadica). Porém mostra um lado maduro dos produtores, por apresentar um casal de lésbicas e seus filhos, como a convivência é natural e saudável exatamente o oposto que os conservadores adoram pregar. O filme mostra também a realidade entre elas, a puladinha de cerca da Julianne Moore com o Mark Ruffalo e como não se pode transformar a opção sexual das pessoas. O amor, sim é um filme sobre o amor. Annette Bening mais uma vez impecável, indicada a “Melhor Atriz” e totalmente digna de uma estatueta, será? Recomendo! Principalmente para quem tiver pré-conceitos sobre o assunto que desconhece.
Trailer:
127 horas (127 Hours)
Sinopse: ’127 Horas’ é a história verdadeira do montanhista Aron Ralston (James Franco) e de sua incrível aventura para salvar-se depois que uma pedra solta cai sobre seu braço e o deixa preso num cânion estreito e isolado de Utah. Durante seu suplício, Ralston lembra-se de amigos, amores, da família e das duas excursionistas que conheceu antes do acidente. Nos cinco dias seguintes, Ralston luta contra os elementos naturais e seus próprios demônios; até finalmente descobrir que possui a coragem e a fortaleza para encontrar alguma forma de soltar-se, descer por uma encosta de vinte metros de altura e caminhar por mais de doze quilômetros até ser finalmente resgatado.
Crítica: Sobre “127 Horas”, posso afirmar de cara que a(o) continuísta do filme é péssima(o)! Em várias cenas dá pra notar detalhes gritantes! Como no início quando ele tira o relógio e depois aparece com ele no braço! Nem MacGyver colocava ele com uma mão só! A atuação de James Franco não merecia de nem uma indicação ao Globo de Ouro e menos ainda ao Oscar! SPOILERS: Arrancar um braço como se estivesse perdendo uma unha, deixou muito a desejar! Porém a fotografia, edição e roteiro são perfeitos! “127 Horas” está concorrendo nas seguintes categorias: “Melhor Filme”, “Melhor Ator”, “Melhor trilha sonora original”, “Melhor Edição”, “Melhor canção original” e “Melhor roteiro adaptado”. Vale a pena assistir, sem esperar muito do Franco! Eu recomendo!
Trailer:
Inverno da Alma (Winter’s Bone)
Sinopse: Aos 17 anos de idade Ree Dolly (Jennifer Lawrence) embarca em uma missão para encontrar seu pai depois que ele usa a casa de sua família como forma de garantir sua liberdade condicional e desaparece sem deixar vestígios. Confrontada com a possibilidade de perder a casa onde mora com seus irmãos pequenos e precisar voltar para a floresta de Ozark, Ree desafia os códigos e a lei do silêncio arriscando sua vida para salvar sua família. Ela desafia as mentiras, fugas e ameaças oferecidas por seus parentes e dessa forma começa a juntar a verdade sobre seu pai.
Crítica: O filme “Inverno da Alma” retrata uma civilização interiorana e seus pré-conceitos, que ora decidem ajudar uma jovem que foi deixada em sua casa por seu pai, acusado de tráfico de drogas e caso ele não apareça sua propriedade será tomada, em outras cenas os vizinhos demonstram descaso e má vontade com a moça que só quer chegar a verdade dos fatos e que acredita em seu pai. Apesar de ser ambientado no interior o filme mostra o retrato de uma sociedade que pode ser encontrada em qualquer esquina, quando se precisa de ajuda de estranhos. Premiado no Festival de Sundance o filme independente “Inverno da Alma” caiu de pára-quedas na premiação do Oscar, por sua ousadia e perfeição. Recomendo!
Depois de algumas rainhas (Elizabeth I, Vitória, Elizabeth II) terem suas figuras exaltadas no cinema, chegou a vez de um rei ganhar uma lapidada na imagem, para que o povo saiba que “monarcas também são humanos” e, para além disso, bonzinhos.
No caso do rei em questão, George VI, o defeito escolhido para representá-lo foi a sua gagueira. A dificuldade na fala, que poderia ser problema pequeno na vida de uma pessoa comum, torna-se um grande impecilho na vida do rei, não só pelo má comunicação, mas também pela baixa estima que aquilo impunha-lhe e que, por consequência, poderia afetar o seu reinado – já debilitado pela morte do pai, pela repentina renúncia do antecessor, o irmão mais velho, e pela iminência da entrada da Inglaterra na 2ª Guerra Mundial.
Estimulado pela mulher, George vai buscar a ajuda de um fonoaudiólogo, Lionel Logue. A relação entre os dois não se limitaria a apenas médico-paciente, transformando-se numa amizade inusitada e importante para ambos.
Colin Firth (“Direito de Amar”) vai além do que meramente interpretar o rei, como incorpora com perfeição seus cacoetes, sua garra escondida pela deficiência oratória e sua arrogância impregnada pela importância. A gagueira perfeita tem rendido a ele inúmeros prêmios e pode valer ouro na corrida pelo Oscar.
Para peitar uma atuação desta de igual para igual, só mesmo uma figura forte como Geoffrey Rush (“Os Contos Proibidos do Marquê de Sade”), mostrando muita autoconfiança e competência. E na outra ponta forte, Helena Bonham Carter (“Alice no País das Maravilhas”) volta aos papéis “normais” e faz seu papel com sutileza, mostrando que não enferrujou como ser humano, depois de tantos personagens bizarros e sobre-humanos.
Com um roteiro intimista – e maravilhoso – em mãos, o diretor Tom Hooper (“Maldito Futebol Clube”) enfatiza as cenas das aulas e a relação de George e Lionel, minimiza o governo do rei e o trás para mais perto do povo. Exalta também o bom trabalho da direção de arte, mostrando muitos detalhes dos cenários, mas exagera na repetição de recursos de câmera, como uma enxurrada de lentes angulares que vão do criativo ao enjoativo em pouco tempo.
Filme de Oscar, sua perfeição quadrada e santidade calculada parecem ter sido frutos de encomenda da Rainha. Tem força para desbancar seus concorrentes, mas não necessariamente com méritos suficientes para tal. É uma fábula, mas do que tudo. E ganha por ser simpática e singela.
“O Discurso do Rei” é sim, um filme extraordinário, um triunfo das boas e pequena histórias, junto à crítica e ao público, arrecadando mais de 120 milhões de dólares pelo mundo, tendo disposto de um orçamento modesto, de 15 milhões. Mas ainda há de chegar o dia em que um corajoso vai peitar a monarquia inglesa e realizar um filme – que não seja adaptação de Shakespeare – que exponha os podres da realeza e não se limite a exaltá-la.
A nova animação da DreamWorks, Megamente (Megamind), faz uma sátira a filmes de super-heróis e deixa para que dessa vez você fique à vontade para torcer pelo vilão. Pelo menos foi assim comigo.
Megamente é um ser de outro planeta, de cor azul, com uma cabeça enorme, magricelo e inteligente. Seus pais o enviou para a Terra em uma cápsula quando seu planeta iria sofrer grande destruição (opa! Já viu uma história parecida alguma vez em sua vida?). Na cápsula também foi enviado o seu fiel companheiro, o Criado, um peixe dentro de um aquário que futuramente fica com aspecto de robô-macaco.
Na mesma época que Megamente vem para a Terra, seu oponente, MetroMan, também é enviado nas mesmas condições que ele. Eles têm destinos parecidos, mas não a mesma sorte. MetroMan aterrisa em uma casa de classe média-alta, enquanto Megamente faz seu pouso no interior de uma prisão.
No decorrer de suas vidas, Metro Man torna-se o grande herói de Metro City, cidade que é alvo dos desejos de conquistas de Megamente, que vive a lutar com o herói, mas sempre sai perdendo. Quando realmente o destrói, terá que criar outro herói para fazer ter sentido a sua vida.
Basicamente a animação é isto, história de heróis e vilões, onde temos a repórter como a suposta namoradinha de MetroMan e a briga pela conquista da cidade. Mas como disse, nesse filme torci pelo vilão. Megamente é desprezado por todos pelo seu aspecto feioso, mas no fundo sempre teve boas intenções. Até que a vida o coloca no lado do mal.
O diretor, Tom McGrath, aposta suas fichas em Megamente, já que desde pequeno sempre apreciou os vilões devido aos seus figurinos, bordões e personalidade. A trilha sonora é perfeita, e você verá muitas coisas que o farão lembrar filmes de heróis, principalmente Superman. Acomode-se na poltrona e aprecie essa história que não é um top em animação mas fará você se divertir com as trapalhadas de Megamente.
Ah, e não perca o seu tempo e dinheiro para a versão 3D, pois os efeitos são pouquíssimos e não fazem a menor diferença nesse filme.
Apesar de não ter alcançado – pelo menos por enquanto – êxito expressivo no cenário comercial, O Garoto de Liverpool tem configurado-se como a principal cinebiografia de John Lennon.
Depois de mais de uma dezena de outros filmes com o astro do rock como epicentro, esta obra emerge sob a promessa de contar “a história não contada” sobre ele. O roteirista Matt Greenhalgh, que também assinou o roteiro do elogiado Control (cinebiografia sobre Ian Curtis, do Joy Division), concentrou a trama na adolescência de Lennon, quando ele tinha dificuldades de integração nos colégios que passou e um relacionamento conturbado com a mãe e com a tia, que foi quem o criou.
O filme inicia-se quando da morte do tio, George, passando pela primeira banda (The Quarrymen), o início de amizade com Paul McCartney (interpretado por Thomas Sangster, o garotinho de Simplesmente Amor), até a ida para Hamburgo, na Alemanha, onde ele iniciou definitivamente a carreira.
Nas mãos da diretora Sam Taylor-Wood, o filme assume contornos sutis e é contado de maneira extremamente agradável, com muita música – não esperem ouvir nada dos Beatles – e ritmo constante, com os seus diversos ápices bem distribuídos, o que não deixa o espectador desviar a atenção do que se passa na tela, do começo ao fim.
Talvez por ser inglês, envolver música e uma história de determinação e crescente alcançar dos sonhos, além do dinamismo da montagem, o filme (estranhamente ou não) guarda suas semelhanças com o excelente Billy Elliot (2001).
Estranha apenas me pareceu a escolha de Aaron Johnson (Kick Ass) para interpretar o protagonista, já que o mesmo não guarda semelhanças físicas e nem entrega um estouro de interpretação que o justificasse como John Lennon. Ele apenas segura bem o rojão, mas fica a impressão de que diversos outros atores fariam melhor.
Continuando uma sequência impressionante de boas interpretações, está Kristin Scott Thomas (Há Tanto Tempo Que Te Amo), esplêndida, com uma segurança que poucos artistas chegam a ter e que cativa e torna densa e absurdamente humana a tia de John Lennon, Mimi, personagem que tinha tudo para ser retratada como a vilã da história, mas o que a motivou é tão plausível e o julgamento, tanto dela quanto dele e a mãe dele, fica aberto a discussões, o que é bastante saudável. Saudável como o desenvolvimento útil e coerente dos personagens que o cercam, não ficando limitado à figura central.
As sequências de transição, regidas por muita música boa, dinamizam a história, que segue numa linearidade paradoxalmente crescente. A vontade de ouví-lo como o famoso John Lennon vai aumentando à medida que ele faz suas descobertas musicais e conhece cada membro da banda, desde os que abandonaram a carreira, até os dois que compuseram os Beatles, Paul Mccartney e George Harrison – Ringo Star não chega a aparecer no filme.
Bem acabado tecnicamente, serve como registro de uma versão dos fatos e uma singela, divertida e interessante homenagem a um dos grandes ícones do rock mundial.
Sinopse: Depois de sobreviver a uma das armadilhas de Jigsaw, Bobby escreveu um livro de auto-ajuda sobre a experiência. Jill, viúva do assassino, está fugindo de Hoffman e decide entregá-lo à polícia em troca de proteção.
Há sete anos uma dupla de jovens realizadores trouxe uma produção de suspense psicológico instigante com Jogos Mortais. Depois do primeiro filmes, segui-se uma série de sequências anuais com o compromisso de manter uma grande reviravolta no final de cada episódio.
Após tanta mexida na trama, Jogos Mortais – O Final (Saw 3D) mostra sinais de uma franquia exaurida. Os dois primeiros filmes conseguem segurar-se, mas a série apelou para a sanguinolência muitas vezes gratuita a partir de Jogos Mortais 3. Daí em diante foi só ladeira abaixo.
No quinto longa, fica tão difícil continuar surpreendente que os roteiros começam a remendar o começo da saga e a trazer novos fatos aos primeiros filmes. O que foi planejado para fazer o espectador ficar de queixo caído torna-se irritante. É preciso um limite de quanto se adultera certas coisas.
Um exemplo ilustrativo: até o quarto filme, sabemos que Jigsaw começou seus assassinatos sozinho e só conseguiu uma parceira no crime a partir de Jogos Mortais 2. Eis que chega o quinto capítulo da saga e diz que, na verdade, John Kramer sempre teve a assistência de Hoffman. Este, por sua vez, assumiu o legado de seu mentor. Um pouco tarde demais para mudar algo tão primordial.
Os fãs da franquia certamente irão conferir como é o final (espera-se) da história. O problema é que, depois de tantos anos sendo enganado (no bom sentido) pelas mesmas artimanhas, fica mais fácil perceber onde estão as maracutaias do roteiro. Com isso, a grande surpresa final fica bem fraca, pois muitos espectadores já sabem onde a narrativa irá se apoiar para tentar o novo golpe dramatúrgico.
Uma novidade inegável na série é o fato de que Jogos Mortais – O Final é o primeiro filme de Jigsaw com projeção 3D. Os efeitos não são diferentes do que já se viu em outros terrores que exploram essa pirotecnia. É como se, no último filme, a produção usasse uma roupa nova por se tratar de uma ocasião especial.
Kassie (Jennifer Aniston) é uma mulher madura, solteira, que decide que chegou a hora de ser mãe. Só tem um problema: arrumar um doador de esperma. Por não ter namorado nem esperança de se casar, parte para a produção independente.
Seu grande amigo Wally (Jason Bateman) é totalmente contra a ideia. Mas não tendo como impedir as decisões de Kassie participa de sua “festa de gravidez”, onde fatos inusitados vão criar Coincidências do Amor (The Switch).
Sempre gostei de comédias românticas, são leves e fazem você rir sem muito esforço, além daquele tema “água com açúcar” que convence quando você está de bem com a vida. Porém, ultimamente não tenho visto muitas que caíssem no meu crivo. Até ver Coincidências do Amor.
Jennifer Aniston é sempre a mesma nos filmes que faz, aquela personagem que a consagrou na série Friends. Até que gosto dela nessa medida. Nesse longa não é diferente. Aniston está no desespero da idade que chega e amedronta, impedindo a mulher de ser mãe, e acredita que chegou a hora, mesmo não tendo a certeza se conhecerá alguém interessante no futuro. Olhando por certo ângulo, parece que está fazendo um filme sobre ela mesma, mas a atriz já tratou de adiantar em entrevistas que não está pensando em ser mãe ainda.
Uma boa coincidência, se podemos dizer assim, é que o grande amigo do filme o é também na vida real. Bateman se mostrou genial nessa comédia. Aliás, ele todo é a comédia. Neurótico, cheio de manias, ranzinza, é o típico papel que dá certo nesse tipo de roteiro.
Patrick Wilson, que aqui é Roland, o chefe e conselheiro de Wally, não tem grandes aparições, mas acerta no jeito cômico de ser e tratar as maluquices de seu subordinado.
Mas a grande graça está em Sebastian (Thomas Robinson), o filho de Kassie. O menino inicialmente parece até ser intragável, mas aos poucos vai conquistando com seus trejeitos e manias.
Taí uma comédia romântica que tem uma boa mistura desses dois ingredientes. Você consegue rir e se emocionar durante as cenas, tudo numa dose bem razoável. Não acredito que terá grande bilheteria, mas é uma ótima pedida para um fim de tarde. O final é obvio, mas não menos emocionante.
Sinopse: Em um mundo devastado por um vírus mortal, Alice continua sua jornada para encontrar e proteger os poucos sobreviventes que restaram. Lutando contra a Umbrella, a guerra se torna mais violenta e ela recebe ajuda inesperada de uma velha amiga.
Os fãs dos games ‘Resident Evil’ não aceitam o fato da protagonista da franquia cinematográfica ser uma personagem criada apenas para os filmes. Antes de tudo, trata-se de uma adaptação, o que permite a criação e inserção de personagens e elementos que não estavam na trama dos jogos.
Analisando ‘Resident Evil’ como filme, nesta quarta edição, podemos perceber que a protagonista vivida por Milla Jovovich é um dos maiores acertos da produção. A atriz conseguiu evoluir a cada filme, e neste se torna um dos melhores pontos de uma produção que apela para a ação na tentativa de mascarar o roteiro.
Mesmo criticado pelos jogadores, o primeiro filme foi o melhor até o momento. Misturando um roteiro mais elaborado, com uma boa dose de suspense e algumas cenas de ação, tratava-se de um suspense com zumbis. Os personagens tinham suas motivações expostas, e cada um deles era trabalhado para que houvesse, ou não, identificação com o público.
Ao evoluir da franquia, os produtores usaram o clichê “mais é melhor”, e trocaram o gênero suspense por ação, limitando-se a estacionar a trama e o desenvolvimento dos personagens.
‘Resident Evil: Apocalipse’ trazia uma geneticamente alterada e super-heroína Alice, lutando não só contra os zumbis, mas também contra outras aberrações mais “evoluídas” e mortais. Ao final, mesmo apresentando a tão querida Jill Valentine, o filme acabou pecando por uma direção fraca.
‘Resident Evil: Extinção’ abusou ainda mais da ação, com uma trama um pouco menos cansativa. O diretor Russell Mulcahy conseguiu retomar as rédeas da franquia, criando um interessante mundo pós-apocalipto e uma Las Vegas desolada. A produção foi um pouco melhor que a anterior, e apresentou Claire Redfield, no lugar deixado por Jill (sem grandes explicações).
Neste ‘Resident Evil: Recomeço’, Paul W.S. Anderson retorna ao cargo que havia abandonado desde o segundo filme: a direção.
Desde sua concepção, o quarto filme foi idealizado para implementar o 3D, usando as Fusion Camera System (mesmas de James Cameron em ‘Avatar’). Com a obrigação de entreter os cinéfilos que vão ao cinema em busca de uma experiência tridimensional, Anderson escreveu um roteiro ainda mais superficial que os anteriores, na esperança de unir todas as cenas mirabolantes de ação com pouco diálogo. O resultado foi uma gama de personagens rasos.
A talentosa Ali Larter não tem espaço para aprofundar sua Claire, e Wentworth Miller parece apenas um enfeite masculino, soltando poucas frases e sempre com um beiço sexy. A relação entre os irmãos Redfield é tão profunda quanto um pires.
E como nos últimos filmes, a bela Milla Jovovich e sua – tão criticada pelos jogadores – Alice, leva a atração em suas costas. Ela está ainda mais segura no papel, e dá um show em cada cena, independente se o momento necessita de um timing dramático ou de uma mulher poderosa acabando com 200 zumbis. Falta-lhe apenas um interesse romântico.
‘Resident Evil: Recomeço’ tem o mérito de ser o que mais se aproxima dos games, e deve alegrar os que reclamaram da diferença entre eles. A cena inicial, toda protagonizada por Alice e seus clones, é incessante. Logo no começo, percebemos que a ação vai correr solta durante todo o resto da projeção. E a promessa é cumprida: cenas espetaculares para usar o 3D. Seja nos diversos slow-motions (acredite no diversos), no sangue dos zumbis voando em seu rosto e na luta contra o gigante Axeman (Executioner), uma das cenas mais legais.
Como entretenimento, ‘Resident Evil: Recomeço’ é uma boa pedida. Mas fica a tristeza de uma franquia que a cada filme começa em um ponto, e termina no mesmo.