Posts com a Tag ‘Crítica’

  • [CRÍTICA] Coincidências do Amor (The Switch)

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    Kassie (Jennifer Aniston) é uma mulher madura, solteira, que decide que chegou a hora de ser mãe. Só tem um problema: arrumar um doador de esperma. Por não ter namorado nem esperança de se casar, parte para a produção independente.


    Seu grande amigo Wally (Jason Bateman) é totalmente contra a ideia. Mas não tendo como impedir as decisões de Kassie participa de sua “festa de gravidez”, onde fatos inusitados vão criar Coincidências do Amor (The Switch).

    Sempre gostei de comédias românticas, são leves e fazem você rir sem muito esforço, além daquele tema “água com açúcar” que convence quando você está de bem com a vida. Porém, ultimamente não tenho visto muitas que caíssem no meu crivo. Até ver Coincidências do Amor.

    Jennifer Aniston é sempre a mesma nos filmes que faz, aquela personagem que a consagrou na série Friends. Até que gosto dela nessa medida. Nesse longa não é diferente. Aniston está no desespero da idade que chega e amedronta, impedindo a mulher de ser mãe, e acredita que chegou a hora, mesmo não tendo a certeza se conhecerá alguém interessante no futuro. Olhando por certo ângulo, parece que está fazendo um filme sobre ela mesma, mas a atriz já tratou de adiantar em entrevistas que não está pensando em ser mãe ainda.

    Uma boa coincidência, se podemos dizer assim, é que o grande amigo do filme o é também na vida real. Bateman se mostrou genial nessa comédia. Aliás, ele todo é a comédia. Neurótico, cheio de manias, ranzinza, é o típico papel que dá certo nesse tipo de roteiro.

    Patrick Wilson, que aqui é Roland, o chefe e conselheiro de Wally, não tem grandes aparições, mas acerta no jeito cômico de ser e tratar as maluquices de seu subordinado.
    Mas a grande graça está em Sebastian (Thomas Robinson), o filho de Kassie. O menino inicialmente parece até ser intragável, mas aos poucos vai conquistando com seus trejeitos e manias.

    Taí uma comédia romântica que tem uma boa mistura desses dois ingredientes. Você consegue rir e se emocionar durante as cenas, tudo numa dose bem razoável. Não acredito que terá grande bilheteria, mas é uma ótima pedida para um fim de tarde. O final é obvio, mas não menos emocionante.

    Trailer:

    Crítica por: Silvia Freitas

  • Crítico do “The New York Times” diz que Ivete esta longe de ser Pop Star

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    Crítico disse que não ia ser fácil para Ivete expandir seu território (Foto: Divulgação / Site oficial)

    Jon Pareles, principal crítico de música do jornal “The New York Times”, contrariou todos os elogios amplamente divulgados no Brasil sobre o show da cantora Ivete Sangalo no Madison Square, no sábado (4).

    Jon rebaixou um pouco o prestígio da baiana, disse que não ia ser fácil para Ivete expandir seu território e ter desempenho igual ao de Shakira, Beyoncé e Madonna e ser reconhecida como uma pop star globalizada. Comentou sobre a barreira que a língua portuguesa enfrenta, e ainda o ritmo das músicas, que por ser rápido demais, pode ser mais difícil de ser assimilada por públicos estrangeiros.

    Apesar da crítica, os números não mentem, foram cerca de 14 mil pessoas presentes e não é qualquer artista que consegue um público desses fora do seu país. Ivete foi aplaudida de pé e com certeza esse grande passo vai projetar sua carreira para outros horizontes.

  • [CRÍTICA] Rec 2! Estreia nos cinemas nesta sexta!

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    O medo de que continuações estraguem a imagem boa que temos de determinados filmes sempre toma conta quando os produtores anunciam que aquela história pode virar franquia. Felizmente, de uns tempos para cá, a exigência de haja um mínimo de decência nos roteiros dessas continuações têm impedido algumas catástrofes.

    Depois de ceder os direitos para uma refilmagem infame em Hollywood (denominada Quarentena), os diretores e roteiristas de REC (o original espanhol), Jaume Balagueró e Paco Plaza resolveram tentar fazer desta sequência o mesmo sucesso que fizeram em 2007… e conseguiram.

    O filme se passa no mesmo prédio em que um vírus havia tomado conta dos moradores e transformado-os em uma espécie de zumbis possuídos pelo demônio. Inicia-se logo depois do término da primeira parte.

    Um grupo de policiais, acompanhado de um suposto agente do ministério da saúde, entram no prédio lacrado para tentar resolver o mistério que o ronda e retirar de lá possíveis sobreviventes.

    O tal agente é aquele conhecido perfil de personagem que possui informações privilegiadas e que obviamente não as fornecerá com facilidade, causando revolta naqueles que o acompanham. Um figura batida e de interpretação sofrível, pelo ator Johnattan Mellor.

    Assim como no primeiro, a equipe técnica transforma-se em personagem, um recurso necessário, já que vários personagens carregam câmeras, na intenção de fazer um registro para posteriores estudos. Esta presença de mais que uma câmera possibilitou uma maior variedade de ângulos e subjetividades, além de proporcionar recursos de montagem do filme, que conferiu maior dinamismo e até mesmo uma não-linearidade advinda do surgimento bem sacado de outros personagens.

    Mais zumbis e mais ação e sangue do que na primeira vez, REC: Possuídos calca seus argumentos numa trama que envolve satanismo e rituais de exorcismo, que sempre rendem assunto no cinema e que neste caso soaram coerentes, já que este era um assunto que o primeiro já havia iniciado uma abordagem. Não há nesta sequência a mesma angústia gerada pelo primeiro, pelo fato de que neste, o espectador já sabe mais ou menos o que está acontecendo. Mas a tensão – resultado da falta de trilha sonora e da pouca visibilidade, com propositais problemas nas lentes das câmeras ou problemas no som – de que a qualquer momento novos zumbis podem surgir e a curiosidade de saber como a história terminará permanece.

    Tudo isso poderia ir por água abaixo se o desfecho não fosse bom, mas ele satisfaz e aponta para uma outra sequência, que pode ser muito boa, mas que também pode perder o brilho que a linguagem dos planos subjetivos deu às duas primeiras partes. É esperar para ver.

    É bem verdade que REC: Possuídos não possui o mesmo tom de inovação do primeiro, mas continua com a mesma inteligência e suspense de arrepiar.

    Trailer:

    Crítica por: Fred Burle (Fred Burle no Cinema)

  • [CRÍTICA] Par Perfeito

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    De fato, um par perfeito no quesito atores carismáticos. Katherine Hiegl e Ashton Kutcher são protagonistas desta comédia romântica, Par Perfeito (Killers), que na verdade, não é bem assim como soa o título em português…


    Jen (Heigl) é uma mulher solteira que vive pressionada pelos pais para encontrar o partido perfeito para o casamento. Em uma viagem com a família para a bela Nice francesa, conhece Spencer (Kutcher), um bonitão envolvido em situações estranhas que acontecem no local. Só que o interesse de Jen é tão grande que ela não percebe, ou não parou para perguntar o que de fato Spencer fazia para ganhar a vida. Ele, na verdade, é um matador de aluguel, contratado pelo governo.

    O casamento vai bem, até o dia em que a cabeça de Spencer é colocada a prêmio. Ele se torna então alvo de outros matadores de aluguel, e terá que fugir para sobreviver. É então que sua mulher descobre em que de fato ele trabalha.


    O filme, que tem a direção de Robert Luketic (A Verdade Nua e Crua), e a atuação do eterno Magnum, Tom Selleck, apresenta até o que seria um roteiro interessante. Mas o filme não é.

    Apesar de atores carismáticos, os mesmos não apresentam uma boa sintonia na trama. Acaba sendo um joguinho de esconde-esconde, onde Jen terá que decidir se está ou não do lado do marido, e se o acompanha na loucura verdadeira que é sua vida. Só que essa fuga é tão ridícula, mas tão ridícula, que eles dão voltas e voltas, mas não saem do mesmo lugar, ou seja, da pequena cidade onde moram. Tudo acontece ali.


    Além de uma história sem graça, tem ainda os penduricários, que são sogros, sogras, pais, mães, tudo em cima da vida do casal. O que era para ser uma comédia romântica, com uma boa mescla de ação, acaba por ser um filme chato e sem atrativo nenhum.

    Assista o trailer:

    Crítica por: Silvia Freitas (Blog)
    Fotos: Divulgação

  • [CRÍTICA] Karatê Kid

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    Pelo menos nessa foto ele manda bem

    Época de pouca criatividade é época de trazer à tona velhos sucessos em novas roupagens, a fim de que se criem novos sucessos. O caso mais recente é este Karatê Kid, que se aproveita da popularidade do título do filme de 1984, para iniciar uma nova franquia.

    Estranhamente, de karatê este longa nada tem. O filme começa com o garoto de 12 anos Dre (Jaden Smith) e sua mãe (Taraji P Henson) se mudando dos EUA para a China, onde ela conseguira um emprego. Com dificuldades de integração com os garotos do local, que o intimidam como se fossem gangues mirins, Dre faz amizade com Meying (Wenwen Han), uma dedicada aluna de violino. Eles enfrentam vários impecilhos para serem amigos e Dre encontra no kung fu (!) a única arma para ser aceito e se impor naquela comunidade. Para concorrer num campeonato regional, ele contará com a ajuda de Han (Jackie Chan), teoricamente apenas o “cara da manutenção” do prédio onde o menino mora, mas que discretamente omite suas habilidades na citada arte marcial – que não é o karatê, lembrem-se, é o kung fu.

    O longa é dirigido por Harald Zwarts (A Pantera Cor-de-Rosa 2), um especialista em pieguice técnica. Ele enche o filme de cenas desnecessárias – como a patética e surreal cena de luta entre Jackie Chan e um bando de crianças, com direito a efeitos “Matrix” e talquinho nas blusas, para fazer poeira quando levam um soco – e abusa dos clichês e da paciência do público com um mínimo de exigência.

    Jaden Smith, o filho do Will, sai do patamar de “promessa de talento” (o que aparentava ser quando ainda garotinho, em À Procura da Felicidade) para ser uma “promessa de sucesso”. Dois títulos que não necessariamente andam de mãos dadas. A fase mais criancinha dele era, pelo menos, mais encantadora do que esta fase “olha-como-sou-uma-criança-adulta”.

    O grande (e talvez o único) destaque do filme é Jackie Chan, que demonstra serenidade e maturidade na atuação. Ainda assim, nem ele atinge o nível de simpatia do Pat Morita na versão de mais sucesso da franquia (a de 1984). Os tempos eram outros e talvez por isso esta refilmagem não encontre o mesmo lugar no coração do público como a outra encontrou.

    Com um primeiro terço arrastado e sem graça, o filme assume um ritmo mais dinâmico no segundo terço – apostando em uma trilha sonora que vai de Lady Gaga a uma versão chinesa do Gorillaz – e fica mais divertido, mas perde novamente o ritmo no final e termina da maneira mais boboca possível. Nem mesmo aquela que seria a sequência apoteótica da história empolga.

    A expectativa de que uma nova roupagem poderia ser bem feita e de que a nostalgia poderia agradar o espectador da geração de 80 se esvaiu em uma infeliz imitação, na qual todo chinês fala inglês e a moral de perseverança e dedicação que as artes marciais tanto pregam dá lugar ao sentimento de revolta e busca pela vingança. Uma lástima.

    Assista o trailer:

    Em exibição:

    Shopping Boa Vista
    R. José de Alencar, 105, Recife
    14:20 | 17:20 | 20:20

    Crítica por: Fred Burle (Fred Burle no Cinema)
    Fotos: Divulgação

  • [Crítica] A Origem + Wallpaper, fotos e trailer!

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    A Origem (Inception) é o filme do ano. Dificilmente as estreias previstas para os próximos meses conseguirão superar o impacto do novo longa de Christopher Nolan (Amnésia, Batman Begins, O cavaleiro das trevas). A Origem é, também, um forte candidato a filme da década, um dos melhores do século 21 e um dos maiores de todos os tempos. Exagero? Se você gosta de cinema inteligente sem ser mirabolante, vai perceber logo nos primeiros minutos que este veio parar marcar época.

    O último filme que, de fato, me entusiasmou foi O Segredo dos seus Olhos. Lá se vão dez meses em que eu vi pela primeira vez a obra de Juan José Campanela. De lá para cá, Vidas que se Cruzam, de Guillermo Arriaga, e Ilha do Medo, do Martin Scorcese, até me entusiasmaram… mas nada comparado ao já cult A Origem.

    Sou suspeita para falar de Christopher Nolan. Adoro seu jeito classudo e brincalhão de dirigir, montando e desmontando o filme com habilidade e frescor. Sempre criativo, o diretor mostrou mão firme no ótimo Amnésia (Memento), sobre um homem que sofre de perda de memória imediata – ele esquece o que aconteceu minutos antes. Assim, o filme é contado de trás para frente, em um dos mais simples – e ao mesmo tempo mirabolante – roteiro.

    O jeito atrevido de contar histórias fez de Nolan sucesso imediato em Hollywood – e quando ele foi diretor Batman Begins eu torci o nariz. Fã do homem morcego mas também do cineasta, achei que o diretor tinha se vendido para um projeto comercial. Quebrei a cara. Nolan – que não é fã de Batman – conseguiu entender a alma do homem morcego fazendo dois brilhantes filmes (o terceiro vem ai em 2012), o que lhe deu bala na agulha para tocar seu projeto pessoal – uma história sobre seu assunto preferido: a mente humana.

    Este projeto se transformou em Inception, um filme de mais de duas horas com um único defeito: o título brasileiro soa esquisito – inception é início, bem melhor do que origem. Na trama, Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) comanda uma equipe que invade os sonhos das pessoas para roubar segredos do incosciente que possam ser utilizados por empresas concorrentes.

    Um poderoso empresário (Ken Watanabe) procura o serviço de Dom para propor algo diferente: que ele implante uma ideia no cérebro do herdeiro de outra companhia (Cillian Murphy). Dom, que já não consegue mais ser arquiteto dos sonhos por causa da esposa, Mal (Marion Cotillard), contrata uma nova arquiteta, Ariadne (Ellen Page). Ele recruta ainda velhos aliados – Arthur (Joseph Gordon-Levitt) e Eames (Tom Hardy) – e novos aliados – Yusuf (Dileep Rao) – para executar o projeto.

    Muito tem se falado que as pessoas até gostam do filme, mas não entendem. Não consegui captar o que é difícil de compreender. O roteiro tem o cuidado de explicar bem o que é ‘real’ do que é ‘imaginário’, e basta o espectador ter atenção para acompanhar a trama sem maiores problemas.

    Um dos destaques de A Origem é a parte visual: fotografia, direção de arte e os efeitos especiais são os mais poderosos do cinema desde Matrix. A cena de Dom e Ariadne em Paris é brilhante. Preste atenção também na luxuosa trilha sonora, com direito a Edith Piaf. E o elenco, manipulado com perfeição pelas mãos de Nolan, se joga com tudo na trama e consegue atuações memoráveis: Leonardo DiCaprio, e sua cada vez mais charmosa ruga de expressão no meio da testa, está impecável; Joseph Gordon-Levitt, Tom Hardy. Marion Cotillard, Cillian Murphy, Tom Berenger e Dileep Rao são coadjuvantes que aproveitam bem cada uma de suas cenas; e Michael Caine dá um ‘plus’ à trama em valorosa participação. Mas minha preferida é Ellen Page  e seu olhar de súplica e fascínio que transmiste as mesmas emoções que o espectador tem ao ver o filme. A jovem atriz revelada em Juno brilha ao viver a trama à flor da pele.

    Tive o privilégio de ver A Origem em Imax e o filme se tornou ainda mais grandioso. Vivi todos os sofrimentos e angústias dos personagens; fiquei tensa, torci e, especialmente, embarquei na história sem o menor pudor. E o que mais me surpreendeu foi a ausência de reviravoltas no roteiro: não há ‘pegadinha’ e sim uma ‘trama-cebola’ – Nolan tira camada por camada e revela uma história nada original e ainda assim… original.

    Como? Mundo paralelo a gente já viu em Matrix e Vanila Sky – só para citar alguns. Mas esse mundo paralelo de Nolan, o mundo dos sonhos, é uma viagem com começo, meio e fim em que mocinhos e vilões se confundem; é um mundo com drama, suspense, romance e ação; é também um mundo incrivelmente rico em imagens e ainda assim com uma história de verdade.

    A Origem é clássico desde já. Para ver, rever e ver de novo, de novo e de novo.

    Assita o trailer:

    Confira a nossa galeria de fotos do filme:

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    Horários do filme em Recife:

    Shopping Boa Vista
    R. José de Alencar, 105, Recife
    14:30  17:30  20:30

    UCI Tacaruna (Shopping Tacaruna)
    Av. Gov.Agamenom Magalhães, 153, Recife
    15:00  18:00  21:00  00:00

    UCI Kinoplex Casa Forte
    R. Dr. João Santos Filho, 255, Recife
    15:00  18:00  21:00  00:00

    UCI Recife (Shopping Recife)
    Av .Padre Carapuceiro, 777, Recife
    15:00  18:00  21:00  00:00

    UCI Recife (Shopping Recife)
    Av .Padre Carapuceiro, 777, Recife
    13:00  16:00  19:00  22:00

    Crítica por: Janaina Pereira (Cinemmarte)

  • [Crítica] Salt com Angelina Jolie

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    Eu adoro ver o sexo feminino dando porrada, como nos recentes Kick Ass e À Prova de Morte. Sendo Angelina Jolie a nova (velha) carrasca em destaque, as chances para mais um filme empolgante pareciam boas. Mas tê-la num filme de ação não é sinônimo de qualidade, como pode ter pensado o diretor Phillip Noyce ao escalar a boca mais sexy do mundo para seu filme.

    Jolie interpreta Evelyn Salt, uma mulher misteriosa, que será o mote de todo o filme: caberá ao espectador descobrir se ela é ou não uma espiã russa infiltrada na CIA. E só o espectador poderá chegar a alguma conclusão sobre esta questão (sério).

    Angelina Jolie é muito boa para fazer filmes de ação, mas definitivamente não tem feeling para escolher bons roteiros do gênero – vide, além deste, os dois Tomb Raider e Procurado. Fazendo-lhe companhia no time dos “sem faro” está Liev Schreiber (X-Men Origens: Wolverine), que eu ainda acho que devia parar de atuar e seguir carreira na direção de bons filmes, como o fez com seu filho único Uma Vida Iluminada.

    O puro clichê em forma de filme, Salt coloca (pela enésima vez em Hollywood) os russos como o-povo-mal-que-quer-destruir-o-mundo, os alemães para os ajudarem na missão e os norteamericanos para salvarem a humanidade. Acreditem, não acaba por aí: apesar de toda a frieza nos corações dos skavurskas, o amor pode ser a salvação (ou o ponto fraco). Incrível, não?! E o filme trás ainda os novos vilões do planeta (adivinhem?): os nortecoreanos, oras.

    Enumeremos: o roteiro é uma tentativa fracassada (e esburacada) de reinventar Jason Bourne em formato vaginal; o som perdeu a medida do início ao fim, regulando vozes graves demais até em cenas de rua (que não possuiam sequer interferências naturais) e uma dublagem original péssima; os efeitos visuais e os (d)efeitos especiais são patéticos e atingem seu auge na (des)antológica sequência dos incríveis choquinhos mágicos com poderes de colocar defunto para dirigir carros; e a fotografia oscila entre planos muito bons e planos muito ruins.

    Em meio e muito barulho e corre-corre, as informações vão ficando pelo caminho e dificilmente voltando à tona para serem explicadas ou amarradas. Um monte de pistas soltas que só servem para confundir.

    Salt testou ao máximo a minha boa vontade e confesso que me esforcei para tê-la, mas o filme, para mim, não passou de uma grande piada.

    Confira a galeria de fotos do filme:

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