Postado em 6 de agosto, 2010 | Por Luruk

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[Crítica] A Origem + Wallpaper, fotos e trailer!

A Origem (Inception) é o filme do ano. Dificilmente as estreias previstas para os próximos meses conseguirão superar o impacto do novo longa de Christopher Nolan (Amnésia, Batman Begins, O cavaleiro das trevas). A Origem é, também, um forte candidato a filme da década, um dos melhores do século 21 e um dos maiores de todos os tempos. Exagero? Se você gosta de cinema inteligente sem ser mirabolante, vai perceber logo nos primeiros minutos que este veio parar marcar época.

O último filme que, de fato, me entusiasmou foi O Segredo dos seus Olhos. Lá se vão dez meses em que eu vi pela primeira vez a obra de Juan José Campanela. De lá para cá, Vidas que se Cruzam, de Guillermo Arriaga, e Ilha do Medo, do Martin Scorcese, até me entusiasmaram… mas nada comparado ao já cult A Origem.

Sou suspeita para falar de Christopher Nolan. Adoro seu jeito classudo e brincalhão de dirigir, montando e desmontando o filme com habilidade e frescor. Sempre criativo, o diretor mostrou mão firme no ótimo Amnésia (Memento), sobre um homem que sofre de perda de memória imediata – ele esquece o que aconteceu minutos antes. Assim, o filme é contado de trás para frente, em um dos mais simples – e ao mesmo tempo mirabolante – roteiro.

O jeito atrevido de contar histórias fez de Nolan sucesso imediato em Hollywood – e quando ele foi diretor Batman Begins eu torci o nariz. Fã do homem morcego mas também do cineasta, achei que o diretor tinha se vendido para um projeto comercial. Quebrei a cara. Nolan – que não é fã de Batman – conseguiu entender a alma do homem morcego fazendo dois brilhantes filmes (o terceiro vem ai em 2012), o que lhe deu bala na agulha para tocar seu projeto pessoal – uma história sobre seu assunto preferido: a mente humana.

Este projeto se transformou em Inception, um filme de mais de duas horas com um único defeito: o título brasileiro soa esquisito – inception é início, bem melhor do que origem. Na trama, Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) comanda uma equipe que invade os sonhos das pessoas para roubar segredos do incosciente que possam ser utilizados por empresas concorrentes.

Um poderoso empresário (Ken Watanabe) procura o serviço de Dom para propor algo diferente: que ele implante uma ideia no cérebro do herdeiro de outra companhia (Cillian Murphy). Dom, que já não consegue mais ser arquiteto dos sonhos por causa da esposa, Mal (Marion Cotillard), contrata uma nova arquiteta, Ariadne (Ellen Page). Ele recruta ainda velhos aliados – Arthur (Joseph Gordon-Levitt) e Eames (Tom Hardy) – e novos aliados – Yusuf (Dileep Rao) – para executar o projeto.

Muito tem se falado que as pessoas até gostam do filme, mas não entendem. Não consegui captar o que é difícil de compreender. O roteiro tem o cuidado de explicar bem o que é ‘real’ do que é ‘imaginário’, e basta o espectador ter atenção para acompanhar a trama sem maiores problemas.

Um dos destaques de A Origem é a parte visual: fotografia, direção de arte e os efeitos especiais são os mais poderosos do cinema desde Matrix. A cena de Dom e Ariadne em Paris é brilhante. Preste atenção também na luxuosa trilha sonora, com direito a Edith Piaf. E o elenco, manipulado com perfeição pelas mãos de Nolan, se joga com tudo na trama e consegue atuações memoráveis: Leonardo DiCaprio, e sua cada vez mais charmosa ruga de expressão no meio da testa, está impecável; Joseph Gordon-Levitt, Tom Hardy. Marion Cotillard, Cillian Murphy, Tom Berenger e Dileep Rao são coadjuvantes que aproveitam bem cada uma de suas cenas; e Michael Caine dá um ‘plus’ à trama em valorosa participação. Mas minha preferida é Ellen Page  e seu olhar de súplica e fascínio que transmiste as mesmas emoções que o espectador tem ao ver o filme. A jovem atriz revelada em Juno brilha ao viver a trama à flor da pele.

Tive o privilégio de ver A Origem em Imax e o filme se tornou ainda mais grandioso. Vivi todos os sofrimentos e angústias dos personagens; fiquei tensa, torci e, especialmente, embarquei na história sem o menor pudor. E o que mais me surpreendeu foi a ausência de reviravoltas no roteiro: não há ‘pegadinha’ e sim uma ‘trama-cebola’ – Nolan tira camada por camada e revela uma história nada original e ainda assim… original.

Como? Mundo paralelo a gente já viu em Matrix e Vanila Sky – só para citar alguns. Mas esse mundo paralelo de Nolan, o mundo dos sonhos, é uma viagem com começo, meio e fim em que mocinhos e vilões se confundem; é um mundo com drama, suspense, romance e ação; é também um mundo incrivelmente rico em imagens e ainda assim com uma história de verdade.

A Origem é clássico desde já. Para ver, rever e ver de novo, de novo e de novo.

Assita o trailer:

Confira a nossa galeria de fotos do filme:

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Horários do filme em Recife:

Shopping Boa Vista
R. José de Alencar, 105, Recife
14:30  17:30  20:30

UCI Tacaruna (Shopping Tacaruna)
Av. Gov.Agamenom Magalhães, 153, Recife
15:00  18:00  21:00  00:00

UCI Kinoplex Casa Forte
R. Dr. João Santos Filho, 255, Recife
15:00  18:00  21:00  00:00

UCI Recife (Shopping Recife)
Av .Padre Carapuceiro, 777, Recife
15:00  18:00  21:00  00:00

UCI Recife (Shopping Recife)
Av .Padre Carapuceiro, 777, Recife
13:00  16:00  19:00  22:00

Crítica por: Janaina Pereira (Cinemmarte)

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Sobre o Autor

Criadora do Espalha Fato. Viciada em séries como The Good Wife e Will and Grace, além de milhares atuais. Fã dos anos 80, suas músicas e clássicos do cinema. Fotografa, blogueira e desenhista por paixão. Web Design por formação.



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