O 'Hawk-Eye' versus o 'GoalRef': a competição de tecnologia de objetivos

El Clásico foi colocado em foco, e não precisamente por causa do futebol que Real Madrid e Barcelona jogaram. Entre as diversas polémicas ocorridas no Santiago Bernabéu, está O gol fantasma de Lamine Yamal. O ’27’, com um cruzamento de Raphinha, mandou a bola para o gol, onde Lunin passou por cima da linha.

Ortiz Arias e Sánchez Martínez no VAR não conseguiram determinar com clareza se o couro entrou na baliza do Real Madrid na sua totalidade, e o gol não foi validado a favor dos blaugrana. Aquela dúvida que foi gerada tanto nos jogadores quanto no corpo de arbitragem não pôde ser esclarecida por um motivo: não existe tecnologia de gol na LaLiga.

Muitas competições já contam com tecnologia de gol, e há dois tipos que lutam para ser referência: o ‘Hawk-Eye’ e o ‘GoalRef’. Ambos já foram instalados em diversas ligas e diversos esportes, e competem para ser o sistema mais confiável para elucidar gols fantasmas semelhantes ao de Lamine Yamal ou ao de Míchel contra o Brasil na Copa do Mundo de 86.

O sistema que eles usam

São tecnologias que, embora tenham o mesmo objetivo, possuem técnicas diferentes. O ‘Hawk-Eye’ é um sistema de câmera que são instalados nas coberturas dos estádios e que, por meio de um sistema computacional, a trajetória da bola é acompanhada em 3D. Quando a bola ultrapassa a linha de gol, um sinal é enviado ao relógio usado pelo árbitro para indicar se houve gol ou não.

Ele ‘GoalRef’por sua vez, é uma ferramenta que se utiliza através de um sensor que está instalado na bola. O chip emite um sinal assim que o couro cruza a linha de gol para avisar o árbitro de sua validade, cabendo à própria bola decidir e não a outros elementos externos.

Uma tecnologia que não escapa ao erro

Apesar da enorme fiabilidade destas tecnologias e da sua importância na decisão de situações extremas, elas não escapam ao erro. Várias falhas nas últimas temporadas irritaram equipes e torcedores que, cientes do quão fundamentais essas jogadas poderiam ser, viram como um erro informático ou visual impediu que fossem arbitradas corretamente.

Iniciar Aston Villa-Sheffield United da temporada 2020, a empresa ‘hawk-eye’ emitiu um comunicado após um erro no gol de Norwood, que cruzou claramente a linha do gol antes de Nyland acertar entre os três postes. O argumento: “As sete câmeras instaladas no estádio ficaram muito obscurecidas pelo goleiro, pelos zagueiros e pela trave”. Isto evitou que o relógio do árbitro vibrasse para considerar o gol válido, sendo a primeira falha em mais de 9.000 jogos com esse sistema.

Na França, dois erros na Copa da França fizeram com que Ligue 1 suspende uso de tecnologia na linha do gol. Na temporada 2018 do Amiens-PSG, o relógio não vibrou e foi o VAR quem deu o gol para o time parisiense. Naquela mesma temporada, em Angers-Montpellier, a tecnologia de marcação de gols fazia o relógio do árbitro vibrar quando o chute estava longe da linha do gol.

Na Série A, neste mesmo dia, a tecnologia serviu para dar ao Bologna um gol contra a Roma. Exceto Espanha e Portugaltodas as competições de alto nível possuem uma ferramenta para saber exatamente se a bola entrou inteira ou não, num futebol que se adaptou à modernidade exceto na LaLiga, onde, por enquanto, não parece que vá mudar recentemente.



Fuente