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O Telegram foi temporariamente removido da App Store devido a alegações de conteúdo de abuso infantil.

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Na segunda-feira, a Apple removeu temporariamente o aplicativo de mensagens Telegram de sua App Store, alegando violação de diretrizes relacionadas a materiais de abuso sexual infantil. Essa nova polêmica envolvendo o Telegram surge após seu fundador bilionário ter sido acusado, tanto pela Rússia quanto pela Austrália, de auxiliar atividades terroristas.

O que o Telegram disse sobre as ações da Apple?

O Telegram enviou um comunicado à Forbes informando: “A Apple relatou o compartilhamento de material de abuso sexual infantil e baniu imediatamente o usuário em questão”. Posteriormente, o Telegram removeu mais de 337.900 canais e grupos relacionados a esse tipo de conteúdo; em uma publicação no X, a empresa ironizou a Apple ao marcá-la na postagem e comentar: “Tenho certeza de que essa postura se aplicará a outros aplicativos disponíveis na iTunes Store no futuro, certo?” Tanto o e-mail quanto a publicação continham links para a página de visão geral de segurança do Telegram, que detalhava as remoções realizadas após denúncias de ONGs como o National Center for Missing & Exploited Children.


Crítico-chefe
Tim Sweeney, CEO bilionário e cofundador da Epic Games, criticou duramente a Apple pela forma como lidou com essa situação. Sweeney moveu uma ação antitruste contra a Apple, além de liderar as críticas à taxa de 30% cobrada pela App Store, declarando: “A Apple precisa de concorrência global; retirar ferramentas vitais para bilhões de pessoas é algo habitual para a Apple”. Essa atitude da Apple gerou um clima de medo entre os desenvolvedores, que se sentiram vítimas do poder da empresa; tal aplicação arbitrária de políticas também provocou receio nos clientes!
Tangente

Autoridades russas acusaram recentemente Pavel Durov, CEO e fundador do Telegram, de auxiliar atividades terroristas, como parte de uma ofensiva sem precedentes contra grandes plataformas de internet na Rússia. O Telegram tornou-se uma plataforma valiosa para ambos os lados do conflito entre Rússia e Ucrânia, sendo utilizada para comunicação e divulgação de informações. O FSB, serviço de inteligência russo, alegou que a direção do Telegram não removeu “inúmeros chats e bots” que, segundo o órgão, eram utilizados por grupos terroristas e extremistas ucranianos para planejar assassinatos em massa e fraudes cibernéticas na Rússia. O Serviço Federal de Segurança relatou um “grande número de vítimas humanas”, sem especificar qualquer incidente em particular. O Telegram respondeu publicando uma foto de Durov mostrando o dedo médio diante de um “X”. Segundo o Telegram, Durov é o CEO bilionário do aplicativo de mensagens; nascido em São Petersburgo, ele atualmente vive em Dubai e possui dupla cidadania (russa e dos Emirados Árabes Unidos).

E quanto às outras polêmicas recentes do Telegram?

Na semana passada, o órgão regulador de segurança na internet da Austrália iniciou uma ação judicial contra o Telegram por supostamente não remover conteúdo extremista da plataforma, incluindo vídeos de tiroteios em massa perpetrados por supremacistas brancos e decapitações realizadas pelo Estado Islâmico (ISIS). O Telegram rejeitou as acusações e afirmou que planeja “contestá-las judicialmente”. Em 2024, Durov foi preso pelas autoridades francesas e indiciado por diversas acusações criminais relacionadas à distribuição de material de abuso sexual infantil, tráfico de drogas, fraude e lavagem de dinheiro na plataforma. Em um comunicado divulgado no aplicativo de mensagens, a empresa negou as acusações e afirmou que Durov “não tem nada a esconder” e que é “absurdo alegar que uma plataforma ou seu proprietário sejam responsáveis ​​pelo uso indevido dessa plataforma”.

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