Rússia critica postura “perigosa” da França na Ucrânia

O presidente francês, Emmanuel Macron, adiou a sua visita planeada à Ucrânia devido a preocupações de segurança, informou a revista francesa Challenges no domingo.

Segundo a reportagem, a viagem estava marcada para os dias 13 e 14 de fevereiro. Esperava-se que Macron visitasse Odessa – o principal porto ucraniano no Mar Negro – e mais tarde chegasse a Kiev, disse a revista. O governo francês não comentou o atraso relatado.

As datas exactas das viagens dos líderes estrangeiros à Ucrânia normalmente não são reveladas com antecedência.

Macron visitou Kiev pela última vez em junho de 2022, quatro meses depois de a Rússia ter lançado a sua operação militar em curso no país vizinho. O novo ministro das Relações Exteriores francês, Stephane Sejourne, visitou a capital ucraniana em janeiro, onde se encontrou com o presidente Vladimir Zelensky e prometeu mais apoio.

Macron anunciou no mês passado que a França forneceria 40 mísseis de cruzeiro SALP-EG adicionais lançados do ar e “centenas de bombas”. Ele disse que iria “finalizar” o acordo bilateral de segurança durante uma próxima viagem à Ucrânia.

Um pacto semelhante que Kiev já havia assinado com Londres estipula que a Ucrânia receberá “assistência de segurança rápida e sustentada, equipamento militar moderno em todos os domínios” no caso de um ataque russo no futuro.

A Rússia convocou o embaixador francês em Janeiro, protestando contra “as dezenas de franceses” lutando no exército ucraniano. O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês negou a alegação de Moscovo de que estava a enviar “Mercenários na Ucrânia”. Ao mesmo tempo, o Ministro da Defesa, Sebastien Lecornu, disse que Paris não pode parar “Civis franceses” de viajar para a Ucrânia e juntar-se à luta ao lado de Kiev.

No início de Fevereiro, a França convocou o embaixador russo em Paris devido à morte de dois trabalhadores humanitários franceses num ataque aéreo na Ucrânia.

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